segunda-feira, 28 de junho de 2010

Kubrick ou Scorsese? Votem, votem, votem!!

SENSACIONAL. Vejam, depois leiam.




Kubrick e Scorsese são dois grandes diretores que emergiram nos anos 60 e 70, dirigindo clássicos do cinema mundial. Ambos são americanos de Nova Iorque, mas Kubrick já faleceu.
Este vídeo foi feito por um brasileiro, editor amador, mas que está ganhando grande repercussão no YouTube, tanto pela qualidade técnica quanto pela originalidade. Para os amantes do cinema, a comparação entre diretores é de praxe, e podemos dizer que é bastante interessante, pois nestas comparações se ressaltam todos os aspectos que tornam um filme bom: o aspecto técnico, como as tomadas de câmera, o movimento das cenas, as tomadas originais (nunca antes feitas, por exemplo), a fotografia, a edição de cenas que combinem com a trilha sonora, etc; e o aspecto que chamamos de dramático, que seria relativo ao que o diretor consegue passar em termos da emoção da cena, dos atores, quando o diretor consegue captar um lado da história bastante original e forte... ou seja, a força que a história ganha nas mãos de um bom diretor.
Então, para este debate, eu sugiro que vocês vejam um filme de cada diretor, representativo de suas carreiras, e depois opinem sobre o duelo: quem é o melhor, Kubrick ou Scorsese?

Eu sugiro os seguintes filmes: De Kubrick, duas opções: 2001, uma odisséia no espaço ou O Iluminado (particularmente, eu amo este último). De Scorsese, Touro Indomável (sensacional) ou Gangues de Nova Iorque (cuidado com a violência do filme).

domingo, 27 de junho de 2010

REUNIÃO DO PROJETO

REUNIÃO DO PROJETO:
(reunião foi remarcada)

CAROS ALUNOS, NA SEXTA-FEIRA, DIA O9, TEREMOS A PRIMEIRA REUNIÃO COM ALUNOS INTERESSADOS PARA PROGRAMARMOS NOSSAS ATIVIDADES PARA O RESTO DO ANO.

LOCAL DE ENCONTRO: SALA DE CIENCIAS SOCIAIS 4o andar (AO LADO DA SALA DE INSPETORES). De lá, iremos para a sala de filosofia da Unidade 3 (então para o pessoal do Ensino Médio, só ficar por lá mesmo que vamos encontrar vocês)
HORÁRIO: 12HS

Tragam poesias suas ou de autor preferido!!

domingo, 20 de junho de 2010

O que é o capitalismo

Alguns alunos vem me pedindo, recentemente, informações sobre os sistemas capitalista e socialista, em função de um debate que ocorrerá na disciplina de Geografia. Achei ótimo!! Estou postando aqui um pequeno artigo de Atilio Boron (sociólogo argentino) sobre o capitalismo. Há também disponível na página http://www.marxists.org/portugues/index.htm o Manifesto do Partido Comunista, escrito em 1848 por Marx e Engels, considerado o principal livro de divulgação das idéias sobre socialismo e comunismo.
É claro, meus queridos, que o debate é muito maior do que se pode dar conta em poucas palavras. Mas em geral, aqueles que argumentam em prol do capitalismo sempre defendem a liberdade que é possível através do mercado. É a velha discussão sobre o que significa de fato "liberdade": para Marx, uma sociedade só é inteiramente livre quando saímos do reino das necessidades e, ainda mais, quando são superadas as contradições antagônicas que sustentam o mundo capitalista. Eis aí o artigo de Boron. Em breve, coloco mais coisas para ajudar.

Saiba o que é o capitalismo

Atilio A. Boron [*]

O capitalismo tem legiões de apologistas. Muitos o são de boa fé, produto de sua ignorância e pelo fato de que, como dizia Marx, o sistema é opaco e sua natureza exploradora e predatória não é evidente aos olhos de mulheres e homens. Outros o defendem porque são seus grandes beneficiários e amealham enormes fortunas graças às suas injustiças e iniquidades. Há ainda outros (‘gurus’ financeiros, ‘opinólogos’ e ‘jornalistas especializados’, acadêmicos ‘pensantes’ e os diversos expoentes desse "pensamento único") que conhecem perfeitamente bem os custos sociais que o sistema impõe em termos de degradação humana e ambiental. Mas esses são muito bem pagos para enganar as pessoas e prosseguem incansavelmente com seu trabalho. Eles sabem muito bem, aprenderam muito bem, que a "batalha de ideias" para a qual nos convocou Fidel é absolutamente estratégica para a preservação do sistema, e não aplacam seus esforços.

Para contra-atacar a proliferação de versões idílicas acerca do capitalismo e sua capacidade de promover o bem-estar geral, examinemos alguns dados obtidos de documentos oficiais do sistema das Nações Unidas. Isso é extremamente didático quando se escuta, ainda mais no contexto da crise atual, que a solução dos problemas do capitalismo se consegue com mais capitalismo; ou que o G-20, o FMI, a Organização Mundial do Comércio e o Banco Mundial, arrependidos de seus erros passados, poderão resolver os problemas que asfixiam a humanidade. Todas essas instituições são incorrigíveis e irreformáveis, e qualquer esperança de mudança não é nada mais que ilusão. Seguem propondo o mesmo, mas com um discurso diferente e uma estratégia de "relações públicas" desenhada para ocultar suas verdadeiras intenções. Quem tiver duvidas, olhe o que estão propondo para "solucionar" a crise na Grécia: as mesmas receitas que aplicaram e continuam aplicando na América Latina e na África desde os anos 80!

A seguir, alguns dados (com suas respectivas fontes) recentemente sistematizados pelo CROP, o Programa Internacional de Estudos Comparativos sobre a Pobreza, radicado na Universidade de Bergen, Noruega. O CROP está fazendo um grande esforço para, desde uma perspectiva crítica, combater o discurso oficial sobre a pobreza, elaborado há mais de 30 anos pelo Banco Mundial e reproduzido incansavelmente pelos grandes meios de comunicação, autoridades governamentais, acadêmicos e "especialistas" vários.

População mundial: 6.800 bilhões, dos quais...

• 1,020 bilhão são desnutridos crônicos (FAO, 2009)

• 2 bilhões não possuem acesso a medicamentos (www.fic.nih.gov)

• 884 milhões não têm acesso à água potável (OMS/UNICEF, 2008)

• 924 milhões estão "sem teto" ou em moradias precárias (UN Habitat, 2003)

• 1,6 bilhão não têm eletricidade (UN HABITAT, "Urban Energy")

• 2,5 bilhões não têm sistemas de drenagens ou saneamento (OMS/UNICEF, 2008)

• 774 milhões de adultos são analfabetos (www.uis.unesco.org)

• 18 milhões de mortes por ano devido à pobreza, a maioria de crianças menores de 5 anos (OMS).

• 218 milhões de crianças, entre 5 e 17 anos, trabalham precariamente em condições de escravidão e em tarefas perigosas ou humilhantes, como soldados, prostitutas, serventes, na agricultura, na construção ou indústria têxtil (OIT: A eliminação do trabalho infantil: um objetivo ao nosso alcance, 2006).

Entre 1988 e 2002, os 25% mais pobres da população mundial reduziram sua participação na renda global de 1,16% para 0,92%, enquanto os opulentos 10% mais ricos acrescentaram mais às suas fortunas, passando de dispor de 64,7% para 71,1% da riqueza mundial. O enriquecimento de uns poucos tem como seu reverso o empobrecimento de muitos.

Somente esse 6,4% de aumento da riqueza dos mais ricos seria suficiente para duplicar a renda de 70% da população mundial, salvando inumeráveis vidas e reduzindo as penúrias e sofrimentos dos mais pobres. Entenda-se bem: tal coisa se conseguiria se simplesmente fosse possível redistribuir o enriquecimento adicional produzido entre 1988 e 2002 dos 10% mais ricos. Mas nem sequer algo tão elementar como isso é aceitável para as classes dominantes do capitalismo mundial.

Conclusão: se não se combate a pobreza (que nem se fale de erradicá-la sob o capitalismo) é porque o sistema obedece a uma lógica implacável centrada na obtenção do lucro, o que concentra riqueza e aumenta incessantemente a pobreza e a desigualdade socioeconômica.

Depois de cinco séculos de existência eis o que o capitalismo tem a oferecer. O que estamos esperando para mudar o sistema? Se a humanidade tem futuro, será claramente socialista. Com o capitalismo, em compensação, não haverá futuro para ninguém. Nem para os ricos e nem para os pobres. A frase de Friedrich Engels e também de Rosa Luxemburgo, "socialismo ou barbárie", é hoje mais atual e vigente do que nunca. Nenhuma sociedade sobrevive quando seu impulso vital reside na busca incessante do lucro e seu motor é a ganância. Mas cedo que tarde provoca a desintegração da vida social, a destruição do meio ambiente, a decadência política e uma crise moral. Ainda temos tempo, mas já não tanto.

12 de Maio de 2010

[*] Atilio A. Boron é diretor do PLED, Programa Latinoamericano de Educación a Distancia em Ciências Sociais, Buenos Aires, Argentina

Sítio: www.atilioboron.com/

Traduzido por Gabriel Brito, jornalista

terça-feira, 1 de junho de 2010

Vídeos sobre o tema "Tecnologia e Sociedade"

Vídeos sobre Tecnologia para o 9o ano
Então queridos alunos, como comentei com vocês estou colocando os vídeos da aula do dia 22/05, sábado, onde discutimos sobre o quanto a tecnologia transforma inúmeras esferas de nossas vidas. Prestem atenção ao vídeo do "Você Sabia?" e tentem relacionar com o que conversamos sobre memória e tempo. O Vídeo do AnimaMundi também é incrível para percebermos que nós fazemos parte de um sistema social que produz tantas informações que provocam uma "alienação", ou seja, uma falta de visão de todo, atingindo nosso poder de reflexão. Façam seus comentários!