sexta-feira, 14 de maio de 2010

A TRAIÇAO DA TECNOLOGIA

Um dos debates mais importantes dos últimos tempos, em todos os campos da vida humana (economia, vida cotidiana, artes, etc), é sobre o o papel da tecnologia. Uns a colocam como grande aposta para solução de inúmeros problemas (desde pessoais até grandes problemas sociais e ambientais), enquanto outros colocam a sociedade tecnológica como "irresponsável" social e ambientalmente. Aqui abaixo coloco um vídeo (primeira parte de seis partes) para atiçar a curiosidade de vocês sobre este debate. Além de poético, o vídeo mostra uma entrevista com Jacques Ellul (filósofo e sociólogo) com reflexões incríveis sobre a sociedade tecnológica. Nesta primeira parte, o autor apresenta algumas contradições de nossa vida atual e como a tecnologia alimenta uma sociedade de massas, onde a liberdade é suprimida:

quarta-feira, 12 de maio de 2010

RAP RESISTE?

Será que o RAP é um dos estilos de comportamento e atitude que resiste à incorporação pela indústria cultural? Como o RAP surge nas ruas, nos becos, nas favelas e seu desenvolvimento é tão criativo e ligado às identidades locais, podemos ver o RAP como uma potencial resistência à indústria cultural. Por outro lado, vemos o hip hop do mainstream fazer cifras zilhonárias de lucros e lucros, mantendo o que ainda resta da indústria fonográfica americana. Onde fica o RAP e o hip hop? Entre as ruas e o mainstream? Esta é uma boa discussão. Aí vai um videozinho do EMICIDA, dica genial do meu querido amigo Bruno. GENIALLLLLLLLLLLLLL!! VALEU BRUNOOOOO!!!

domingo, 9 de maio de 2010

DON'T Be stupid

A essência da indústria cultural e da sociedade de consumo explícitas em uma propaganda...
Não raro vemos propagandas que revelam o quanto a sociedade de espectadores e consumidores gera alienação. Elas nos dizem: "- Ei, esqueça tudo isso que dizem sobre se importar com o resto do mundo. Você tem que ser feliz. E pra ser feliz, compre nosso produto e saia por aí dançando e pulando com seus amigos estúpidos também!" Esta nova campanha do jeans Diesel, que comentei com alguns de vocês, torna explícita esta característica da sociedade do espetáculo, onde tudo se torna mercadoria e, nós, apenas receptores dela, espectadores passivos: basta uma propaganda ou algo na televisão nos dizer para fazer que nós fazemos!!
Para quem quer ver de perto a campanha da Diesel, que se chama BE STUPID (SEJA ESTÚPIDO): http://www.diesel.com/be-stupid


Indústria Cultural

Gente,
este videozinho é excelente para entender um pouco mais sobre indústria cultural. Deixem seus comentários!!

sábado, 1 de maio de 2010

Qual é o filme?


Isto não é um cachimbo.
Este quadro de Magritte representa a importância da linguagem na vida humana. A linguagem funciona através de imagens e símbolos e, como fica claro neste quadro, é possível existir contradições entre a imagem e sua "legenda". E revela também que a linguagem é uma convenção, ou seja, é estabelecida socialmente.
Podemos igualmente fazer uma outra discussão: o que é realidade? Pois se o artista evoca uma imagem e diz que ela NÃO representa aquilo que achamos que representa, ele está dissociando a realidade de sua representação. A realidade do cachimbo é material, paupável, mas sua imagem não. Aí podemos perceber que que as imagens geram uma "ilusão" de realidade. É possível recriar esteticamente (através de imagens, sons, cores e movimento, como no cinema) a realidade. O que pensar então de nossa sociedade, onde a realidade só nos chega reproduzida pela televisão e pelos meios de comunicação? Podemos dizer também que tudo é ilusão, pois não há comunicação humana sem imagens e representações? O que há de realidade e de ilusão nas coisas?

Esta discussão está proposta em um filme muito famoso, recente, do ano de 1999. Vocês sabem qual é?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Arte e compreensão humana

Como este blog é dedicado à sociologia, literatura e arte, porque não começar com um pensamento interessante:

"O artista é um homem que descobriu que as coisas não são apenas o que se vê, o que erradamente se vê. As coisas dizem mais do que demonstram na sua anônima mudez. essa descoberta pode também ser interpretada como expressão de uma necessidade interior: o artista é um homem que quer romper com sua individualidade, os limites dela, porque ele sabe que é mais do que aparenta. Enfim, o particular - seja coisa, seja gente - é a solidão (...)" Ferreira Gullar, in Sobre Arte.

Quem sou eu para falar da alma ou da função social do artista... mas esta reflexão é interessante pois demonstra que o artista (e sua obra) são e estão imersos numa realidade social e, por isso mesmo, são compreensíveis. Conseguimos observar e interpretar a obra artística: o livro, o filme, a pintura. Mas também, muitas vezes, não compreendemos o que vemos ou o que lemos. Aí buscamos interpretar com o que aprendemos... não necessariamente o artista produz para que nós entendamos, mas para que ele se entenda e ache um caminho para o que ele procura. Mas do outro lado estamos nós, ávidos por representações, por expressões, por algo que possamos nos identificar. E muitas vezes achamos que lemos ou vemos exatamente o que estávamos sentindo ou pensando. É aí, neste momento, que somos invadidos por um sentimento de eternidade, como se o mundo tivesse dado um "pause" e tudo fizesse sentido. Finalmente, somos compreendidos. E não é isso que desejamos, como humanos?